Escândalo do Banco Master reacende críticas e reforça imagem de corrupção no governo do PT

Published On: 27/01/2026 08:49

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Suspeitas envolvendo ministros do STF e articulações no Planalto ampliam desgaste político e alimentam discurso de que a gestão petista repete velhas práticas

O avanço das investigações sobre as fraudes no Banco Master voltou a colocar o governo do PT no centro de um novo turbilhão político. As revelações recentes, que atingem diretamente o entorno do Palácio do Planalto e alcançam ministros do Supremo Tribunal Federal, reforçam uma narrativa que acompanha o partido há décadas: a de que corrupção, conchavos e aparelhamento institucional seguem sendo marcas registradas das gestões petistas.
Nos bastidores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem demonstrado incômodo com a condução do inquérito no STF, especialmente após a divulgação de reportagens que conectam o ministro Dias Toffoli a fundos ligados ao Banco Master e à decisão de impor sigilo a partes do processo. Para críticos do governo, o episódio expõe mais uma tentativa de blindagem política, prática recorrente em administrações comandadas pelo PT.
Em dezembro, Lula chegou a se reunir reservadamente com Toffoli, ao lado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fora da agenda oficial. O encontro, tratado como “institucional”, levantou suspeitas sobre interferência direta do Executivo em um caso sensível do Judiciário. Para parlamentares da oposição, trata-se de mais um sinal da promiscuidade entre Poderes, frequentemente denunciada durante os governos petistas.
O caso ganhou contornos ainda mais graves com a confirmação de que o próprio presidente recebeu no Planalto Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, em reunião articulada por Guido Mantega, ex-ministro dos governos Lula e Dilma. Mantega atuava junto ao banco para viabilizar sua venda ao BRB, recebendo salário milionário. A sequência de fatos alimenta acusações de tráfico de influência e favorecimento de interesses privados dentro da máquina pública.
Como se não bastasse, veio à tona um contrato de R$ 6,5 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia ligado ao ministro Ricardo Lewandowski, firmado enquanto ele ocupava o cargo de ministro da Justiça. Para críticos, o episódio escancara conflitos de interesse e evidencia como figuras centrais do atual governo continuam orbitando negócios milionários, mesmo em posições que exigem isenção absoluta.
Diante desse cenário, cresce a percepção de que o PT repete um roteiro já conhecido do eleitor brasileiro: relações obscuras com bancos, influência sobre tribunais, reuniões fora da agenda oficial e uso do Estado para proteger aliados. A defesa do governo de que tudo ocorre “dentro da legalidade” soa, para parte da sociedade, como discurso desgastado frente a um histórico marcado por escândalos sucessivos.
Internamente, até o próprio STF demonstra preocupação com o desgaste institucional. O presidente da Corte, Edson Fachin, passou a defender a criação de um Código de Conduta para magistrados e seus familiares, reconhecendo implicitamente que a credibilidade do Judiciário está sob ameaça.
Para a oposição, o episódio do Banco Master apenas reforça uma convicção antiga: sob o comando do PT, o Brasil volta a conviver com suspeitas permanentes de corrupção, aparelhamento e favorecimento político  um ambiente que mina a confiança nas instituições e aprofunda a descrença da população na classe dirigente.

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