Goiás lança estratégia para expandir florestas plantadas e impulsionar indústria verde
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Plano apresentado por Daniel Vilela organiza ações para atrair investimentos, fortalecer cadeias produtivas e gerar emprego no setor florestal
O vice-governador de Goiás, Daniel Vilela, anunciou nesta quinta-feira (15), no Palácio das Esmeraldas, o Plano de Desenvolvimento do Setor Florestal de Goiás e Suas Vantagens Competitivas. A iniciativa estrutura um conjunto de ações do Governo de Goiás voltadas à ampliação da base de florestas plantadas, à atração de novos empreendimentos e ao fortalecimento de cadeias produtivas estratégicas, com destaque para os segmentos de papel e celulose.
Segundo Daniel Vilela, Goiás reúne condições para se consolidar como nova fronteira florestal do Centro-Oeste. “Temos localização estratégica, segurança jurídica e capacidade produtiva para crescer de forma sustentável, gerando emprego e renda e transformando potencial em oportunidades concretas para o Estado”, afirmou o vice-governador.
O plano parte da constatação do crescimento da demanda por produtos de base florestal, como biomassa de eucalipto, utilizados em cadeias já consolidadas da economia goiana, além de oportunidades ligadas ao mercado internacional, impulsionado pelo avanço de embalagens sustentáveis e pelo aumento do consumo de papel em países asiáticos. A proposta também considera o atendimento à construção civil e a setores industriais que utilizam energia térmica em seus processos produtivos.
Ambiente favorável para investimentos e expansão industrial
O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Leonardo Rezende, destacou que a organização das vantagens competitivas do Estado é fundamental para atrair novas plantas industriais. “Goiás tem potencial claro para receber investimentos no setor florestal, especialmente em papel e celulose, e esse plano dá visibilidade a essas oportunidades”, afirmou.
Entre os diferenciais apontados estão a posição geográfica central, a logística com ampla malha rodoviária e conexões com ferrovias e hidrovias, além da disponibilidade de áreas de pastagens degradadas aptas à produção florestal, com custos competitivos. O plano também prevê medidas para facilitar o acesso ao crédito, reduzir entraves no licenciamento ambiental e garantir maior previsibilidade aos empreendimentos.
Para o presidente da Faeg, José Mário Schreiner, a iniciativa terá impacto direto no desenvolvimento econômico e social do Estado. Já o presidente da Fieg, André Rocha, ressaltou que Goiás apresenta um ambiente diferenciado para receber novos aportes, reunindo recursos naturais e condições favoráveis ao crescimento industrial sustentável.
Com o lançamento do plano, o Governo de Goiás reforça a estratégia de diversificação econômica, aliando desenvolvimento, sustentabilidade e atração de investimentos para consolidar o Estado como referência no setor florestal brasileiro.

