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quinta-feira, 30 setembro, 2021 - 09:55 AM
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Distrito Federal tem plena cobertura do teste do pezinho

É o único lugar no país que faz 30 exames, em vez de seis, como recomenda o Ministério da Saúde

Todas as crianças nascidas nas maternidades públicas do Distrito Federal passam pela triagem neonatal, mais conhecida como teste do pezinho. Além disso, cerca de 10% dos bebês nascidos na rede privada também têm seus exames feitos pela Secretaria de Saúde. Isso porque o DF é o único lugar do Brasil a fazer o teste ampliado, podendo detectar ou descartar 30 doenças.  A recomendação do Ministério da Saúde é para seis doenças.

“Até 2008, a orientação era que as mães levassem os recém-nascidos à Unidade Básica de Saúde para fazer o teste. Mas, a partir daquele ano, mudamos a dinâmica e passamos a fazer o exame em todas as crianças no dia da alta. Isso fez nossa cobertura pular de 67% para mais de 100%”, explica a coordenadora do Centro de Referência de Doenças Raras, Maria Teresinha Cardoso.

Para as crianças que precisam ficar internadas, como por exemplo, os prematuros, o teste é feito normalmente, no terceiro dia, no quinto dia e no trigésimo dia de internação. “Ninguém fica sem fazer”, frisa a médica.

Todos os testes feitos na rede pública são analisados em laboratório de última geração, no Centro de Referência de Doenças Raras, localizado no Hospital de Apoio de Brasília (HAB). Apenas um aparelho é capaz de detectar até 22 doenças, podendo analisar o exame de um paciente a cada dois minutos. “Isso otimiza a coleta e faz o diagnóstico preciso em um curto espaço de tempo”, destaca o farmacêutico bioquímico da unidade, Marcone Viegas.

DOENÇAS – Cerca de quatro mil testes mensais são feitos no laboratório. Quando são detectadas alterações, uma equipe de busca ativa vai atrás da criança e chama para um novo teste. Desta vez, coletado no Centro de Referência de Doenças Raras.

O pequeno Ícaro Gabriel foi um dos que precisou refazer o exame. Ele nasceu em 13 de março, no Hospital Materno Infantil, onde passou pela primeira triagem. “Fiquei aflita quando me ligaram, mas já me explicaram que foi pequena a alteração e que pode nem ser nada. Aqui, me disseram que, se em três dias não me ligarem, é sinal de que está tudo bem”, contou a mãe, Melissa Gabriele.

Segundo Maria Teresinha, é comum dar alteração e, quando o exame é repetido, nada mais aparece. “Costuma acontecer muito isso com prematuros. Porém, cerca de 40% daqueles que apresentam alteração no primeiro teste, também apresentam no segundo”, destaca.

TRATAMENTO – Quando alguma moléstia é detectada, a família já tem consulta agendada e entra no esquema semanal de atendimento, com equipe multiprofissional, de acordo com a patologia.  “Quanto mais cedo se descobre a doença, mais cedo começa o tratamento e evita sequelas, internações e até mesmo a morte”, explica Teresinha.

Hoje com 20 anos de idade, Shayenni Gomes descobriu que tinha hiperfenilalaninemia no teste do pezinho. “Fiz acompanhamento desde que nasci e não alterou em nada meu desenvolvimento”, conta. Ela está grávida de oito meses e faz pré-natal normalmente, em clínica particular e também acompanhamento no Centro de Doenças Raras, para que a patologia dela não afete o filho.

“Bom saber que, na rede pública do DF, o teste é ampliado. Quando meu filho nascer, quero que ele faça aqui. No meu caso, descobrir a doença evitou problemas”, garante.

PROJETO – Segundo Maria Teresinha, há um projeto de lei propondo uma nova ampliação do teste do pezinho no Distrito Federal, incluindo doenças lisossomais e imunodeficiências primárias. “Elas têm tratamento e exigem que seja iniciado precocemente. Então, o ideal seria que elas fossem detectadas no nascimento”, diz a coordenadora.

Alline Martins, da Agência Saúde

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