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Distrito Federal
sábado, 15 maio, 2021 - 20:06 PM

Sem velório, pai de Bernardo será enterrado nesta segunda (13/04)

O homem foi encontrado em uma cela da Papuda com sinais de enforcamento por volta das 17h15 desse sábado

Paulo Roberto de Caldas Osório (foto em destaque), 45 anos, preso após confessar o assassinato do filho Bernardo, menino de apenas um 1 ano e 11 meses, será enterrado na tarde desta segunda-feira (13/04) no Cemitério Campo da Esperança da Asa Sul. O homem foi encontrado em uma cela da Papuda com sinais de enforcamento por volta das 17h15 desse sábado (11/04). O Instituto Médico Legal (IML) liberou o corpo na noite desse domingo (12/04).

O advogado de Paulo, Luciano Macedo Martins, está responsável pelos trâmites. O ex-servidor do Metrô-DF deixou outros dois filhos, um de 15 e outro de 11. O homem não tem outros familiares de primeiro grau vivos. O advogado optou por não fazer o velório. No entanto, alguns amigos antigos do detento devem comparecer ao enterro.

Além de matar o próprio filho, o homem foi condenado por matar a mãe, em 1992. “O Paulo não era esse monstro que dizem ou que julgam. Ele tinha suas dores, seus demônios, e não soube tratá-los. Foi julgado por uma ciência que não está apta a fazê-lo, que é o direito. O caso dele era de psiquiatria e isso salta ao olhos. O que o Paulo precisava era de tratamento e não de cadeia. Que ele descanse em paz e que o estado indenize os filhos pela sua omissão”, protestou o advogado.

Morte é investigada
Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe), vinculada à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), vai instaurar procedimento administrativo para verificar as circunstâncias da morte de Paulo Osório.

A cela onde ele estava passou por perícia da Polícia Civil e o caso é investigado pela 30ª DP (São Sebastião). O advogado de Paulo foi à delegacia na tarde desse domingo (12/04) e cobrou atuação da PCDF.

Fontes do Metrópoles informaram, nesse sábado (11/04), que o ex-servidor do Metrô usou uma calça jeans para se enforcar. Ele teria aproveitado uma troca de turnos entre policiais penais para tirar a vestimenta, fazer um nó e se enforcar, após amarrar a peça em uma barra no teto da unidade. O policial penal que encontrou o corpo, porém, fala que Paulo tinha uma corda no pescoço.

“Corda é item proibido no complexo e, sobretudo, os presos não podem ter acesso. Como essa corda entrou no presídio? Como Paulo teve acesso a ela? Queremos que seja investigado”, disse Luciano Macedo Martins.

A Sesipe-DF disse que os agentes tentaram reanimar a vítima. “Foi acionada a sirene, e o policial penal entrou no local e deu início aos procedimentos de reanimação, sem sucesso. O Samu foi acionado, mas quando chegou apenas comprovou o óbito”, ressaltou.

Paulo ficava em uma cela individual na Ala G do Bloco F da Penitenciária do Distrito Federal I (PDF I), a mesma onde estão os hackers detidos na Operação Spoofing. No local, também estiveram presos o senador Acir Gurgacz, o ex-ministro Geddel Vieira Lima e o ex-senador Luiz Estevão.

O ex-servidor do Metrô estava preso e isolado, desde novembro de 2019, para evitar que fosse alvo da massa carcerária, em função da gravidade do crime cometido.

Paulo ficava em uma cela individual na Ala G do Bloco F da Penitenciária do Distrito Federal I (PDF I), a mesma onde estão os hackers detidos na Operação Spoofing. No local, também estiveram presos o senador Acir Gurgacz, o ex-ministro Geddel Vieira Lima e o ex-senador Luiz Estevão.

O ex-servidor do Metrô estava preso e isolado, desde novembro de 2019, para evitar que fosse alvo da massa carcerária, em função da gravidade do crime cometido.

Informações Metrópoles.

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