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sábado, 15 maio, 2021 - 19:41 PM

Traumas deixados pelo coronavírus são desafio para a saúde mental

Chineses estão traumatizados e com medo após enfrentar a Covid-19. Universidade abriu uma linha direta para conversar com a população

Após uma intensa batalha contra o novo coronavírus, a China, primeiro país a ser epicentro da pandemia de Covid-19, agora precisa lidar com as consequências deixadas na saúde mental da população. O país oriental passou pela fase mais difícil e retoma gradualmente o trabalho e a normalidade, mas as pessoas estão enfrentando traumas deixados pelo pânico que passam desde o início do ano

A Universidade Normal de Pequim, afirma que muitos chineses estão voltando às suas atividades, mas boa parte vem pedindo ajuda profissional para superar. O setor de psicologia da instituição abriu uma linha direta para eles e revela que a procura tem sido frequente.

O medo de ser contaminado agora ou de ter contraído a doença durante a epidemia no país são os principais problemas apontados, além de distúrbios de somatização, como dores de cabeça ou insônia. Ganho de peso, depressão, medo, culpa e ansiedade também são sintomas comuns relatados por eles. Em casos mais graves, há os que sofrem com ataques de pânico e Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

Policiais, equipes médicas e assistentes sociais são os mais vulneráveis e os mais resistentes a mostrar seus sentimentos. Estudantes, segundo a Universidade Normal de Pequim, também estão propensos aos pensamentos negativos, principalmente por serem os mais isolados e por resistirem a estabelecer relações sociais.

O Centro de Psicologia da instituição explica que após o contato, a gravação das conversas são excluídas depois de três dias. Caso os conselheiros detectem sinais de tentativa de suicídio, eles entram em contato com autoridades locais para tomar as medidas necessárias e o número destas pessoas são guardados para serem contactados no futuro.

Mais de 600 especialistas em aconselhamento, entre professores e estudantes de pós-graduação, estão participando do programa. Na Universidade Normal de Pequim, os voluntários têm uma média de 100 horas de aconselhamento.

O líder e supervisor do projeto, professor Wang Jianping, está preparando a equipe para a próxima etapa do trabalho: aconselhamento sobre luto. Os conselheiros esperam mais ligações nos próximos meses, pois as pessoas que perderam alguém durante a epidemia devem precisar de tempo para se curar e ajudar a superar sua dor.

Atitudes simples ajudam

A universidade sugere que todas as pessoas que estão enfrentando traumas por conta da pandemia podem ter atitudes simples que podem ajudar a evitar os pensamentos negativos. Veja algumas delas:

– Diminua ou corte a leitura de fontes de informação negativa nas redes sociais;

– Desenvolva vários hobbies: exercícios, leitura e até culinária ajudam a aliviar o estresse;

-Não tente “carregar” tudo sozinho. É importante conversar sempre com amigos e familiares;

Informações Metrópoles.

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